quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Quem muito escolhe pouco acerta…


Já levei com esta dezenas de vezes mas nunca tinha tirado tempo para esmiuçar de o porquê de apesar da afirmação nem riscar a minha armadura, ela sempre que me era atirada, ficar ali a pairar com uma atitude de julgamento sobre mim.

Quem muito escolhe pouco acerta, se fizermos um exercício de pensamento inversamente proporcional, poderíamos dizer que quem pouco escolhe muito acerta?

Eu, no meu insignificante “eu” diria que sim, essa seria a inversamente proporcional da primeira afirmação!

Duas afirmações... mas porquê de acharem que a segunda é melhor do que a primeira? Deduzo pela prepotência com que a primeira é atirada.  Até poderiam dizer que é uma tentativa de defender que a minha sardinha precisa de mais carvão do que as outras.

Quem pouco escolhe, ou seja quem leva tudo a "eito", tem certamente a probabilidade lógica de acertar mais vezes. É isso melhor do que ser selectivo e acertar menos vezes???

Não precisei de mais de um segundo a tranquilizar a minha consciência de que a minha decisão é certamente para mim a mais acertada.


Pensar ajuda… 

terça-feira, 1 de outubro de 2013

São momentos como este...

A nossa existência é assinalada por um princípio e por um fim que com toda a pompa e circunstância por terceiros é celebrada e relembrada.
Cabe-nos assinalar o meio. O nosso meio é um contínuo entre princípio e fim. 
Momentos como este devem ser assinalados pela colocação de um marco existencial. Lembrei-me agora do Google Earth, aqueles marcos que pomos a assinalar algo relevante no meio do mar, floresta, deserto frio, deserto quente ou mesmo selva urbana.
O nosso marco serve para separar etapas, realizar sonhos, celebrar conquistas... em suma fechar e abrir capítulos. 
Estas palavras assinalam a abertura de um novo capítulo. 
Numa conversa de jantar, recentemente disseram-me que apenas uma em cada dez pessoas tem coragem de abrir novos reais capítulos na vida, sendo que muitos apenas indefinem o fim de um e começo de outro por ser mais cómodo lidar com uma indefinição do que começar realmente algo novo. Se assim o é, considero-me esse um.
Abri uma nova página no meu "meio contínuo", arrisquei, atrevi-me, deixei tudo para trás, saltei, mergulhei, fechei os olhos e só abri numa nova página.
A sensação de leveza, de liberdade mescla-se com pequenos receios próprios da natureza humana. Não tenho nada a perder, o capitulo agora começou, para trás só tenho um marco seguido de capitulo X...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pausa para café



A nossa realidade não é mais que uma rigorosa ficção criada pelo nosso intelecto com base na forma como queremos conduzir os nossos movimentos.

Daí talvez fosse certo dizer que a “realidade” como plano existencial de interpretação comum no qual participamos e individualmente, não existe…

É diferente de intelecto para intelecto, não existindo em conclusão uma “realidade” comum.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fechado para balanço!

Resoluções, resoluções e mais resoluções. Este ano vou finalmente adoptar uma.

Vou tirar a bússola e o leme da mochila e deixar-me andar à deriva!...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Acidentes por bem

Num momento acidental de sobrecarga lembrei-me de ti e de há quanto tempo não te escrevia. Por isso aqui estou para te deixar um momento.

Em convera no msn, um choque sináptico acidental levou-me ao plano introspectivo momentaneamente, E em jeito de “flashback” percorri cerca de dois anos de vida e tal como Deus a quando da criação do mundo, no final do dia de trabalho descrito no livro de Gênisis, proferia, “e Deus viu que era bom”… Eu vi que era bom.

Subitamente uma sensação de felicidade me encheu de um novo vigor e de uma nova perspectiva, baseado na sensação de que alguma coisa estou a fazer bem.

Na vivência quotidiana estamos tão atarefados a puxar o passado e a empurrar o futuro que pisamos o presente sem por vezes nos apercebermos que o estamos a pisar e não celebramos o momento porque temos a mente constantemente a oscilar entre o que empurramos e o que puxamos.

É bom conseguir dizer, eu sou feliz, uma frase tão simples de proferir e tão difícil de sentir…

domingo, 21 de março de 2010

Reticências

Há músicas eternas que marcam princípios, fins, pequenos momentos, grandes momentos e outras que se eternizam apenas pela genial combinação de sons e silêncio resultando numa harmonia que apela à nossa necessidade mais básica de sentir.
“A te – Jovanotti” é uma dessas músicas… posso não estar a ser imparcial, dir-me-ão vocês.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bendita invenção...

Foi sem dúvida uma das melhores invenções de todos os tempos... Para além de rolar fisicamente, permite-nos rolar psicológicamente.
Se não, a quando da eventualidade de nos depararmos com decisões difíceis ou mesmo que evitamos tomar apressadamente, adiando para um amanhã que esperamos nunca chegar, sem a roda como poderiamos dizer.... deixa rolar?...