quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pausa para café



A nossa realidade não é mais que uma rigorosa ficção criada pelo nosso intelecto com base na forma como queremos conduzir os nossos movimentos.

Daí talvez fosse certo dizer que a “realidade” como plano existencial de interpretação comum no qual participamos e individualmente, não existe…

É diferente de intelecto para intelecto, não existindo em conclusão uma “realidade” comum.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Fechado para balanço!

Resoluções, resoluções e mais resoluções. Este ano vou finalmente adoptar uma.

Vou atirar a bússola e o leme para a mochila e deixar-me andar à deriva...

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Acidentes por bem

Num momento acidental de sobrecarga lembrei-me de ti e de há quanto tempo não te escrevia. Por isso aqui estou para te deixar um momento.

Em conversa no msn, um choque sináptico acidental levou-me ao plano introspectivo momentaneamente e em jeito de “flashback” percorri cerca de dois anos de vida, tal como Deus a quando da criação do mundo, no final do dia de trabalho descrito no livro de Gênesis, proferia, “e Deus viu que era bom”… Eu vi que era bom.

Subitamente uma sensação de felicidade me encheu de um novo vigor e de uma nova perspectiva, baseado na sensação de que alguma coisa estou a fazer bem.

Na vivência quotidiana estamos tão atarefados a puxar o passado e a empurrar o futuro que pisamos o presente sem por vezes nos apercebermos que o estamos a pisar e não celebramos o momento porque temos a mente constantemente a oscilar entre o que empurramos e o que puxamos.

É bom conseguir dizer, eu sou feliz, uma frase tão simples de proferir e tão difícil de sentir…

domingo, 21 de março de 2010

Reticências

Há músicas eternas que marcam princípios, fins, pequenos momentos, grandes momentos e outras que se eternizam apenas pela genial combinação de sons e silêncio resultando numa harmonia que apela à nossa necessidade mais básica de sentir.
“A te – Jovanotti” é uma dessas músicas… posso não estar a ser imparcial, dir-me-ão vocês.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Bendita invenção...

Foi sem dúvida uma das melhores invenções de todos os tempos... Para além de rolar fisicamente, permite-nos rolar psicologicamente.

Se não, a quando da eventualidade de nos depararmos com decisões difíceis ou mesmo que evitamos tomar apressadamente, adiando para um amanhã que esperamos nunca chegar, sem a roda como poderiamos dizer.... deixa rolar?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A veia que pediu para ser solta:


Recentemente fiz um “format C:” como já à muito não fazia. Depois da tempestade que se seguiu no CPU “estomaco-cerebral”, uma sensação de alívio e clareza assolou-me de forma relaxante.

O que comparava a enormes pedregulhos que impediam o meu percurso na estrada da ambição, rediziram-se a pedritas que chuto enquanto a percorro, enviando-as para a berma quase sem me aperceber. Dúvidas e decisões de fundo que num teste seriam perguntas de desenvolvimento com 15 linhas no mínimo, tornaram-se respostas de “cruzinha”.


Para quê complicar o que é simples? A falta de abstracção do nosso “eu” torna-nos demasiado absortos em aspectos que deveriam ter uma menor fatia no gráfico circular das energias que utilizamos para nos desenvolvermos.


A minha receita fica-se por um “format C:” por mês…

terça-feira, 31 de março de 2009

Vício de perseguir

Penso que todos os humanos têm objectivos. Os chamados objectivos de vida que nos fazem ter força para aguentar muitas coisas e nos dão um poder paranormal para ultrapassar outras.

Mesmo com a minha razoável capacidade de concentração e focalização por vezes, devido à longa esperança de formalização dos sonhos, caio em rotina e passo momentos em que me sinto sem objectivos. É uma sensação desanimadora levantarmo-nos e sentir que vai ser mais do mesmo, a não ser que surja uma surpresa…

Com o objectivo de contrariar esta rotina decidi implementar um sistema de “objectivos imediatos”!

Este é um sistema que consiste na permanente ou quase permanente busca de algo. Por ser uma busca de formalização expectante curta, a sensação de realização, em teoria, será constante.

Por exemplo hoje levantei-me com o objectivo de comprar sal porque já não tenho sal e quero fazer uma omelete para o jantar. Se durante o dia me concentrar no meu objectivo e torná-lo em algo muito apetecível, ao final dia quando estiver de avental a confeccionar a minha omolete serei uma pessoa feliz e realizada.

Penso que é uma boa teoria e que resultará…